sábado, novembro 01, 2003
NIRVANA. De Antero para Guerra Junqueiro
"Para além do Universo luminoso,
Cheio de formas, de rumor, de lida,
De forças, de desejos e de vida,
Abre-se como um vacuo tenebroso.
A onde d'esse mar tumultuoso
Vem ali expirar, esmaecida...
N'uma imobilidade indefinida
Termina ali o ser, inerte, ocioso...
E quando o pensamento, assim absorto,
Emerge a custo d'esse mundo morto
E torna a olhar as coisas naturais,
À bela luz da vida, ampla, infinita,
Só vê com tédio, em tudo quanto fita,
A ilusão e o vazio universais."
Cheio de formas, de rumor, de lida,
De forças, de desejos e de vida,
Abre-se como um vacuo tenebroso.
A onde d'esse mar tumultuoso
Vem ali expirar, esmaecida...
N'uma imobilidade indefinida
Termina ali o ser, inerte, ocioso...
E quando o pensamento, assim absorto,
Emerge a custo d'esse mundo morto
E torna a olhar as coisas naturais,
À bela luz da vida, ampla, infinita,
Só vê com tédio, em tudo quanto fita,
A ilusão e o vazio universais."