sexta-feira, novembro 07, 2003
ANTERO no Múrmurios do Silêncio
Tiago Barbosa Ribeiro publica hoje no Murmúrios do Silêncio uma carta de Antero.
«O volver do século pede-nos força e não sensibilidade; impõe-nos um estoicismo à altura da ciência do tempo e dos grandes acontecimentos do drama actual. A nossa educação romântica não nos preparou para tais virtudes; não aprendemos filosofia na escola da energia. O nosso trabalho deve pois consistir, antes de tudo, na regeneração pessoal, sob o ponto de vista do Eu austero que reclama a grandeza da época. A Comuna de Paris foi sublime na sua cegueira, como um elemento, uma força natural. Eu cá por mim admiro-a, e mal me atrevo a discuti-la.»
Antero de Quental, Cartas a António de Azevedo Castelo Branco, in Cartas I
«O volver do século pede-nos força e não sensibilidade; impõe-nos um estoicismo à altura da ciência do tempo e dos grandes acontecimentos do drama actual. A nossa educação romântica não nos preparou para tais virtudes; não aprendemos filosofia na escola da energia. O nosso trabalho deve pois consistir, antes de tudo, na regeneração pessoal, sob o ponto de vista do Eu austero que reclama a grandeza da época. A Comuna de Paris foi sublime na sua cegueira, como um elemento, uma força natural. Eu cá por mim admiro-a, e mal me atrevo a discuti-la.»
Antero de Quental, Cartas a António de Azevedo Castelo Branco, in Cartas I