sábado, novembro 01, 2003
Amar Eukadi Herria - A árvore de Gernika
O POEMA
Quando os nazis, ao lado do exército franquista, arrasaram Gernika, não conseguiram destruir uma árvore. Debaixo dela reuniam-se desde a idade média os anciãos da comunidade Basca. Ela é hoje o símbolo amado de um povo generoso e solidário, independente e nobre, que durante dois mil anos foi soberano e pacífico.
Quando Franco anexou pela violência máxima o pais basco e tentou destruir literalmente a identidade daquele povo, os bascos assumiram o direito a resistir e a manter viva a sua cultura. Cultura e identidade que a chamada "democracia" do actual estado espanhol, não soube, nem sabe, respeitar, perpetuando a força de esmagamento de Eukadi Herria, transformando-o numa região autónoma de um estado criado pela força das armas contra a liberdade da auto-determinação. Perpetuando as acções assassinas de Franco.
Uns anos depois deste massacre franquista, a França capitulava aos pés do exercito de Hitler. Também os franceses assumiram o direito à independência e se organizaram para lutar contra os nazis. Desta feita o mundo chamou a esses franceses organizados "resistentes". Com o dia D, com a entrada libertadora do exercito americano na Normandia, os "resistentes" franceses tornaram-se heróis e as suas armas símbolos da luta pela Liberdade, pela Igualdade e Fraternidade, divisa da republica francesa. De Gaulle de "resistente" passou a presidente.
Para os Nazis, a "resistência" francesa não passava de um movimento terrorista, comandado por judeus, comunistas e maçons. Os mesmos argumentos foram utilizados pela ditadura indonésia em relação à "resistência" timorense. Hoje, o presidente que todos reconhecem como herói do povo Maubere, é o mesmo que ao olhos da Indonésia era chamado "terrorista ao serviço dos comunistas".
Quantas vezes esta situação se repetiu na história dos homens. Para uns o direito à "resistência" é mesmo um direito, para outros o direito à "resistência" é terrorismo.
Não é de estranhar que Franco considerasse a "resistência" basca terrorismo. O que é inadmissível é que o estado espanhol, dito "democrático e plural", se orgulhe com a continuidade de um massacre e mantenha a opressão e a ditadura sobre um povo, não reconhecendo que a anexação franquista foi um crime, devolvendo aos bascos a sua independência.
Se é certo que o recurso às armas e à violência não vai resolver a dramática condição do subjugado povo basco, é certo que o desespero é a causa de todos os actos e que o fim dessa violência está nas mãos do estado espanhol e da comunidade internacional. Aos oprimidos não resta outra alternativa que não seja continuar a sua acção de resistência, lutando pela solução pacífica a que têm direito: a auto-determinação.
No coração da Europa vive ainda esta árvore como um poema à Liberdade, à Libertação dos Povos. A árvore de Gernika. A árvore de todos os sonhos.
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Erdi Arotik, XV. mendetik aurrera gutxienez, Bizkaiko Jaurerriko Batzar Nagusien bilerak Gernikan egin dira, foru-haritzaren pean. Juntetxea muino baten gainean dago kokatuta eta bertatik Mundakako itsasadarra ikusten da. Bi elementuk osatzen zuten: Gernikako arbola historikoa, harmaila eta zelaia daukana (bertan biltzen ziren batzarkideak), eta Antiguako Andre Mariaren ermita (denborarekin bertara aldatu ziren batzarrak). Hala ere, garai modernoan, XIX. mendeko lehen herenaldean egindako eraikuntza osagarriek foru-etxearen multzoa osatzen dute, funtsean bere horretan gordetakoa: agiritegia, eliza, zin-harmaila, museoa eta arbola zaharrerako tenpletea. Gaur egungo arbola antzinakoen oinordekoa da. 1860an landatu zen eta 1892an lehortutako arbola zaharra ahultzen zen bitartean hazi zen.
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Desde la Edad Media, al menos desde el siglo XV, las reuniones de las Juntas Generales del Señorío de Bizkaia se han celebrado en Gernika, bajo el roble foral. El edificio de la Casa de Juntas situado en una colina que domina la ría de Mundaka, lo constituían dos elementos: el histórico árbol de Gernika con tribuna y campa donde se reunían los junteros, y la ermita de Nuestra Señora de la Antigua, donde, con el tiempo, fue trasladada la asamblea de junteros. Sin embargo, en la época moderna otras edificaciones complementarias, realizadas en el primer tercio del siglo XIX, conforman el conjunto de la Casa Foral que se mantiene en lo esencial: El archivo, la iglesia, la tribuna juradera, el museo y el templete para el árbol viejo. El actual árbol es heredero de los de antaño. Fue plantado en 1.860 y creció mientras languidecía el árbol viejo que se secó en 1.892.
Quando os nazis, ao lado do exército franquista, arrasaram Gernika, não conseguiram destruir uma árvore. Debaixo dela reuniam-se desde a idade média os anciãos da comunidade Basca. Ela é hoje o símbolo amado de um povo generoso e solidário, independente e nobre, que durante dois mil anos foi soberano e pacífico.
Quando Franco anexou pela violência máxima o pais basco e tentou destruir literalmente a identidade daquele povo, os bascos assumiram o direito a resistir e a manter viva a sua cultura. Cultura e identidade que a chamada "democracia" do actual estado espanhol, não soube, nem sabe, respeitar, perpetuando a força de esmagamento de Eukadi Herria, transformando-o numa região autónoma de um estado criado pela força das armas contra a liberdade da auto-determinação. Perpetuando as acções assassinas de Franco.
Uns anos depois deste massacre franquista, a França capitulava aos pés do exercito de Hitler. Também os franceses assumiram o direito à independência e se organizaram para lutar contra os nazis. Desta feita o mundo chamou a esses franceses organizados "resistentes". Com o dia D, com a entrada libertadora do exercito americano na Normandia, os "resistentes" franceses tornaram-se heróis e as suas armas símbolos da luta pela Liberdade, pela Igualdade e Fraternidade, divisa da republica francesa. De Gaulle de "resistente" passou a presidente.
Para os Nazis, a "resistência" francesa não passava de um movimento terrorista, comandado por judeus, comunistas e maçons. Os mesmos argumentos foram utilizados pela ditadura indonésia em relação à "resistência" timorense. Hoje, o presidente que todos reconhecem como herói do povo Maubere, é o mesmo que ao olhos da Indonésia era chamado "terrorista ao serviço dos comunistas".
Quantas vezes esta situação se repetiu na história dos homens. Para uns o direito à "resistência" é mesmo um direito, para outros o direito à "resistência" é terrorismo.
Não é de estranhar que Franco considerasse a "resistência" basca terrorismo. O que é inadmissível é que o estado espanhol, dito "democrático e plural", se orgulhe com a continuidade de um massacre e mantenha a opressão e a ditadura sobre um povo, não reconhecendo que a anexação franquista foi um crime, devolvendo aos bascos a sua independência.
Se é certo que o recurso às armas e à violência não vai resolver a dramática condição do subjugado povo basco, é certo que o desespero é a causa de todos os actos e que o fim dessa violência está nas mãos do estado espanhol e da comunidade internacional. Aos oprimidos não resta outra alternativa que não seja continuar a sua acção de resistência, lutando pela solução pacífica a que têm direito: a auto-determinação.
No coração da Europa vive ainda esta árvore como um poema à Liberdade, à Libertação dos Povos. A árvore de Gernika. A árvore de todos os sonhos.
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Erdi Arotik, XV. mendetik aurrera gutxienez, Bizkaiko Jaurerriko Batzar Nagusien bilerak Gernikan egin dira, foru-haritzaren pean. Juntetxea muino baten gainean dago kokatuta eta bertatik Mundakako itsasadarra ikusten da. Bi elementuk osatzen zuten: Gernikako arbola historikoa, harmaila eta zelaia daukana (bertan biltzen ziren batzarkideak), eta Antiguako Andre Mariaren ermita (denborarekin bertara aldatu ziren batzarrak). Hala ere, garai modernoan, XIX. mendeko lehen herenaldean egindako eraikuntza osagarriek foru-etxearen multzoa osatzen dute, funtsean bere horretan gordetakoa: agiritegia, eliza, zin-harmaila, museoa eta arbola zaharrerako tenpletea. Gaur egungo arbola antzinakoen oinordekoa da. 1860an landatu zen eta 1892an lehortutako arbola zaharra ahultzen zen bitartean hazi zen.
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Desde la Edad Media, al menos desde el siglo XV, las reuniones de las Juntas Generales del Señorío de Bizkaia se han celebrado en Gernika, bajo el roble foral. El edificio de la Casa de Juntas situado en una colina que domina la ría de Mundaka, lo constituían dos elementos: el histórico árbol de Gernika con tribuna y campa donde se reunían los junteros, y la ermita de Nuestra Señora de la Antigua, donde, con el tiempo, fue trasladada la asamblea de junteros. Sin embargo, en la época moderna otras edificaciones complementarias, realizadas en el primer tercio del siglo XIX, conforman el conjunto de la Casa Foral que se mantiene en lo esencial: El archivo, la iglesia, la tribuna juradera, el museo y el templete para el árbol viejo. El actual árbol es heredero de los de antaño. Fue plantado en 1.860 y creció mientras languidecía el árbol viejo que se secó en 1.892.